RH Super Shopping

O seu site de Recursos Humanos

Mulheres conquistam mercado, mas têm desafios


OJ002-047_1Da Redação, com informações da Agência Brasil
vivabem@band.com.br

A cada ano que passa, as mulheres vêm se destacando cada vez mais no mercado de trabalho brasileiro. Um bom termômetro para o desempenho delas no campo profissional é uma  pesquisa sobre o assunto divulgada nesta semana pela Fundação Seade, centro de análises econômicas e pesquisas do governo de São Paulo, estado que sozinho responde por mais de 30% do PIB brasileiro.

Segundo o estudo “O Trabalho das Mulheres, Mudanças e Permanências”, enquanto a taxa de desemprego feminina ficou estável em 2012 (12,5%), a masculina aumentou de 8,6% para 9,4%.

“As mulheres estão mais inseridas nos serviços. Cresceu o serviço administrativo, mas isso acontece porque a área exige menor qualificação, como os serviços de limpeza, vigilância. O de alimentação, que exige baixa qualificação, também aumentou”, disse Marcia Halben Guerra, analista da Fundação Seade.

Ainda de acordo com a pesquisa, o rendimento médio das mulheres ocupadas na região metropolitana de São Paulo equivalia a R$ 1.363,00 e o dos homens a R$ 1.990,00.

Apesar disso, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que as mulheres são há quase uma década a maioria nas universidades brasileiras e costumam investir mais em educação que os homens.

Mesmo que ainda não tenham atingido a paridade salarial em muitas áreas, uma pesquisa realizada em 2012 pela rede social LinkedIn, voltada ao mercado de trabalho, com cinco mil mulheres de 13 países, mostrou que 88% das brasileiras consideram suas carreiras bem-sucedidas.
Empreendedorismo

Ramos tradicionalmente masculinos, como o da construção civil, também vêm sendo conquistados por cada vez mais mulheres. É o caso de Wilce Maciel, que ao decidir se aposentar da carreira de professora de matemática decidiu mudar sua área de atuação.

“Pensei em uma franquia, mas nunca na área de locação de equipamentos para construção civil. Pesquisando o mercado com meu marido, porém, conheci a Casa do Construtor. Fomos nos inteirando do segmento, avaliando a possibilidade e, quando me dei conta, estava atrás do balcão”, lembra Wilce.

Apesar de no início não entender nada de betoneiras, painéis metálicos para andaimes e ferramentas elétricas, hoje a empresária considera-se perita no assunto.

“Eu vou para o balcão e conheço bem o segmento porque aprendi com cursos dados na franqueadora, muito estudo e no dia a dia o uso de cada equipamento, bem como a indicação para que meus clientes aproveitem melhor a locação”, orgulha-se.

Gravidez x carreira

Em fevereiro deste ano, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu um importante benefício àquelas que serão mães: por decisão unânime, o órgão decidiu que as mulheres que engravidarem durante o aviso prévio devem ter estabilidade até o quinto mês após o parto.

Para a advogada Ludmila Schargel, membro da Comissão de Direito Trabalhista do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB), a gravidez também não deve servir como motivo para uma mulher não ser contratada.

“De forma alguma o empregador deve exigir exames, como por exemplo, de sangue ou urina. Ele pode perguntar sobre a gravidez, mas não pode usar como motivo da não contratação. Porém, é interessante a pessoa avisar ao futuro patrão sobre a gravidez, já que o empregador pode se utilizar da omissão”, ensina a advogada.

Assegurada em Carteira de Trabalho, a licença-maternidade  é de 120 dias a partir do oitavo mês de gestação sem prejuízo do salário, que será de forma integral. Caso o funcionário receba salário variável, será pago o valor da média dos últimos seis meses. Mas e as mamães que não querem ficar longe do trabalho durante os 120 dias de licença-maternidade?

“A empresa pode aceitar que uma gestante queira voltar ao trabalho antes do fim da licença sem problema algum. O que não pode é a empresa exigir o retorno, mas caso seja de livre e espontânea vontade da funcionária, não há problemas. Mas, até os seis meses de idade da criança, a mãe tem direito a dois descansos diários de 30 minutos para amamentação”, diz Ludmila.

http://vivabem.band.uol.com.br/comportamento/noticia/?id=100000580399

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: